Os Estados Unidos e o Irã protagonizam ataques mútuos pelo segundo dia, elevando a tensão no Oriente Médio e em torno do Estreito de Ormuz. O governo americano descreveu as ações como autodefesa, sob comando do general-chefe, como resposta à agressão iraniana. O objetivo não é claro, mas envolve pressão para que Teerã aceite condições de Washington.
Testemunhos da imprensa iraniana apontam explosões em Qeshm, próxima a Ormuz, e em Bandar Abbas, Minab e Sirik, no sul do Irã. Ainda não há informações oficiais sobre danos ou vítimas. A guerra teria começado oficialmente à meia-noite45 em Teerã, com intensificação pela manhã local.
AÇÕES E REAÇÕES
- Centcom nega fechamento do estreito e descreve ataques como resposta a agressões iranianas.
- Trump havia sinalizado continuidade de bombardeios caso não haja acordo; Hegseth repetiu esse tom.
Desdobramentos diplomáticos
Fontes iranianas à Reuters indicaram que negociações entre as partes se intensificaram, mesmo com os ataques. O regime iraniano afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz para navios, inclusive petroleiros, o que o Centcom negou.
O Irã também afirmou ter retaliado com ataques contra alvos americanos no Kuwait e no Bahrein. Autoridades kuwaitianas disseram ter interceptado projéteis e suspendido temporariamente o espaço aéreo. No Bahrein, sirenes foram acionadas sem detalhes oficiais. A Jordânia informou interceptação de 20 mísseis iranianos visando Azraq.
Posições e contexto
O Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou os bombardeios dos EUA de grave violação do cessar-fogo de abril e alertou sobre consequências perigosas. O vice-ministro Kazem Gharibabadi reforçou que ataques não podem ser vistos como legítima defesa. Assim, Teerã exige espaço econômico e fim das hostilidades para preservar o regime.
Estados Unidos condicionam qualquer acordo à normalização da navegação em Ormuz e a limitações ao programa nuclear iraniano. O cenário permanece incerto para o mediador paquistanês e para a comunidade internacional, diante do aumento dos preços do petróleo e da instabilidade regional.
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