A guarda costeira de Taiwan afirmou que não tolerará tentativas da China de moldar a impressão de jurisdição sobre suas águas, prometendo expulsar infratores para manter a soberania e a liberdade de navegação. A afirmação veio após a China divulgar o encerramento de uma operação de fiscalização marítima na região leste de Taiwan.
Segundo a mídia estatal chinesa, navios foram enviados para uma operação especial de fiscalização do tráfego marítimo nas águas a leste de Taiwan, em resposta a negociações sobre fronteiras marítimas anunciadas pelo Japão e pelas Filipinas. A China alega exercer direitos sobre a área, o que é rejeitado por Taiwan.
Na noite de quarta-feira, a China disse que a ação havia terminado, com 198 embarcações inspecionadas, três violações corrigidas e levantamentos hidrográficos realizados. Também informou que patrulhou áreas com cabos submarinos. Taiwan, por sua vez, reiterou que a China não tem soberania nessas águas e que expulsará qualquer embarcação que reivindique jurisdição.
Porta-voz da guarda costeira de Taiwan afirmou que, ao detectar navios chineses, as embarcações taiwanesas agirão de forma firme para defender a soberania, expulsando-as quando necessário. O comunicado também relatou incidentes recentes de intimidação a navios mercantes que passavam pela região, com solicitações de origem e destino.
A guarda costeira taiwanesa informou ainda que dois navios do governo chinês teriam invadido por 15 minutos águas restritas perto de Itu Aba, no Mar da China Meridional, chegando a 2,1 milhas náuticas da costa. Eles partiram após advertência das embarcações taiwanesas.
Pequim não respondeu a pedidos de comentário. A China não reconhece a soberania de Taiwan, e operações próximas à ilha ocorrem com frequência. O governo taiwanês sustenta que apenas o povo de Taiwan pode decidir seu futuro, enquanto Pequim classifica o líder taiwanês como separatista.
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