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EUA abrem Copa em casa contra Paraguai, aliado histórico da Guerra Fria

Paraguai, aliado histórico dos Estados Unidos, amplia cooperação para segurança e presença militar, diante da competição regional com a China

SoFi Stadium, em Los Angeles, palco da abertura da Copa nos EUA
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A Copa do Mundo começa em Los Angeles com o jogo entre Estados Unidos e Paraguai, pela chave D. A partida coloca frente a frente dois países com laços históricos que vão além do campo. A relação é marcada por episódios de cooperação e de tensões que atravessam décadas.

Do lado paraguaio, o governo assume papel central na cooperação com Washington, especialmente no combate ao crime transnacional. Já os EUA veem o Paraguai como peça-chave na geopolítica regional, entrelaçada a fluxos de droga, segurança e alianças estratégicas.

O confronto de abertura ocorre hoje no Sofi Stadium, Safer Los Angeles. O jogo é o segundo duelo entre as seleções em Copas, o primeiro ocorreu em 1930, quando os EUA venceram por 3 a 0. No estádio, expectativas se equilibram entre táticas e histórico.

Contexto histórico

A relação bilateral remonta a 1861, quando houve atrito diplomático antes do reconhecimento formal. Em 1954, Stroessner chegou ao poder no Paraguai com apoio norte-americano, em meio à Guerra Fria, e Washington forneceu ajuda econômica, treinamento e respaldo diplomático.

Na década de 1970, após pressão dos EUA, Stroessner extraditou um operador de droga apontado pela administração de Nixon, consolidando a cooperação na luta antidrogas. Posteriormente, Carter elevou críticas à ditadura e reduziu apoio militar.

Após 11 de setembro de 2001, o Paraguai passou a ser visto pela lente da segurança nacional dos EUA, com foco na Tríplice Fronteira. A relação se manteve estável, mas com maior ênfase em cooperação em segurança e inteligência.

Nos últimos anos, o Paraguai manteve relações com Taiwan, destacando-se na disputa geopolítica entre EUA e China. Em 2018 houve mudança de embaixada para Jerusalém, sob Trump, retomada depois de Cartes.

Avanços recentes

Com a volta de Donald Trump à presidência, houve reaproximação. A DEA renovou cooperação com o Paraguai, ampliando sistemas de radar e intercâmbio de informações. Um acordo de 2024 autorizou a presença de militares norte-americanos no Paraguai.

O Paraguai também classificou como terroristas organizações nacionais brasileiras, ampliando cooperação com Washington. O país participa de iniciativas de segurança hemisférica, alinhando-se a políticas dos EUA contra o crime transnacional.

Perspectivas para a partida

O zagueiro Gustavo Gómez, capitão paraguaio, disse que o time busca marcação firme sobre os EUA. Ele ressaltou o histórico do confronto direto, apesar de a seleção norte-americana ter vitória histórica na Copa de 1930. A expectativa é de duelo técnico e competitivo.

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