O Irã divulgou nesta sexta-feira um suposto rascunho de acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. Segundo a agência Mehr, o documento prevê cessação permanente e imediata das hostilidades e 60 dias de negociações sobre questões nucleares, com suspensão das sanções norte-americanas.
A Irna, segunda agência iraniana, acrescentou que Teerã não cederia o controle do Estreito de Ormuz. Conforme o texto, o Irã não assume compromissos de gestão do estreito nem de retornar às condições que existiam antes da agressão militar.
Reação de Washington
O rascunho foi divulgado um dia após Donald Trump indicar que um acordo com o Irã pode ser assinado no próximo final de semana, possivelmente na Europa, sujeitando-se à finalização dos documentos. O presidente afirmou que as discussões evoluíram para um acordo de guerra com o Irã, com o sinal de assinatura nos próximos dias.
Anúncio de cancelamento de ataques
Foi informado que, pouco antes, Trump ordenou o cancelamento de ataques planejados contra o Irã, citando avanços diplomáticos. O vice-presidente Joe Biden não é citado, e a Casa Branca não confirmou detalhes sobre a assinatura ou a participação de representantes.
Contexto diplomático
O Irã afirmou que o país não aprovou o conteúdo do acordo divulgado pela imprensa, sem confirmar negociações formais com os EUA. O governo americano não detalhou as condições do texto nem a natureza dos pontos finais aprovados por todas as partes envolvidas.
Estratégia de cessar-fogo e respostas
Na mesma linha, a diplomacia iraniana disse que o cessar-fogo vigente desde abril perdeu sentido à luz dos ataques recentes dos EUA. Os ataques atingiram pontos no sul do Irã e áreas próximas à capital, segundo a Guarda Revolucionária.
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