Nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, o Irã informou que não abrirá mão do controle do estreito de Ormuz nem do direito de enriquecer urânio em um possível acordo de paz com os EUA. A mensagem foi veiculada pela agência estatal Irna e reproduzida pela Mehr.
Segundo a Irna, o Irã negociará seu programa nuclear dentro dos fundamentos da República Islâmica e destacará o direito de enriquecer urânio na negociação final. A imprensa iraniana nega ceder a gestão do estreito ou retornar às condições anteriores à agressão militar.
A proposta de entendimento inclui liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados, fim da guerra e 60 dias de negociações sobre o acordo nuclear. O documento também prevê suspender sanções dos EUA e retirar forças norte-americanas de perto do Irã.
Proposta de acordo e desdobramentos
Conforme divulgado, o texto sustenta a reabertura do estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval a portos iranianos, além da interrupção das hostilidades em várias frentes do conflito.
Reação de Washington
Donald Trump afirmou que o memorando, para um cessar-fogo, será assinado pelo vice-presidente JD Vance a partir de sábado, na Europa. Segundo ele, o estreito poderá abrir no momento da assinatura.
Trump disse ainda que o acordo é favorável porque o Irã aceitou não desenvolver nem adquirir armas nucleares, e sugeriu que o líder supremo iraniano concordou com as condições apresentadas. A veracidade das informações não foi comprovada por fontes independentes até o momento.
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