Um plano dos EUA para um acordo com o Irã depende de uma sequência de recompensas condicionalizadas, começando com a reabertura do Estreito de Hormuz. Em seguida, Teerã receberia ganhos econômicos cada vez que cumprir demandas de Washington.
Essa abordagem, descrita a repórteres por um alto funcionário dos EUA na sexta-feira, formaliza um caminho cauteloso para encerrar o conflito de meses com o Irã e avançar no objetivo de impedir o programa nuclear. O formato, porém, aumenta as oportunidades de falha.
O governo americano busca evitar surpresas ao longo das negociações, que seriam conduzidas por etapas. A ideia é usar recompensas graduais para incentivar mudanças de comportamento de Teerã, mantendo pressão sobre questões de segurança regional.
O plano também concentra-se em gerenciar riscos, reconhecendo que qualquer sinal de recuo ou atraso pode colocar o acordo em risco. A discussão ocorre em um momento de tensão regional e de escrutínio internacional.
Segundo as informações disponíveis, o desenho do acordo coloca a prioridade na verificação bilateral e na coordenação com aliados, com o objetivo de reduzir a possibilidade de rupturas durante as tratativas.
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