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Porta-voz das IDF diz que o Irã é ameaça existencial, em entrevista ao Correio

Irã representa ameaça existencial para Israel, segundo porta-voz das Forças de Defesa de Israel, que reforça coordenação com os EUA e visão israelense ao Brasil

Major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) - (crédito: Arquivo pessoal )
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Rafael Rozenszajn, major da reserva das IDF e porta-voz em língua portuguesa, respondeu a perguntas ao Correio sobre a visão israelense dos conflitos no Oriente Médio. O brasileiro natural do Rio de Janeiro apresenta a perspectiva de Israel com rigor e transparência. A missão é esclarecer o público brasileiro sobre a situação atual.

Rozenszajn descreve o Irã como uma ameaça existencial, multidimensional e exportável. Além da questão nuclear, o regime financia, arma e treina grupos como Hamas, Hezbollah, milícias no Iraque e na Síria, além de manter milhares de mísseis diretos a Israel. A avaliação é de que a ameaça não se encerra em uma única operação.

Ameaça iraniana

A operação rugido do leão é citada como avanço histórico, neutralizando infraestrutura do CGRI, mas o desafio persiste. As IDF mantêm coordenação estreita com os EUA diante do risco iraniano, alterando a equação estratégica na região.

Defesa no Líbano e Hezbollah

Sobre o Líbano, Rozenszajn destaca que, desde março, o Hezbollah disparou mais de 8.700 projéteis contra o norte de Israel; desde outubro de 2023, foram mais de 14 mil. A resposta imediata inclui presença da IDF na Área de Defesa Avançada e combate a drones explosivos. A solução estrutural passa pela desarmamento do Hezbollah ao sul do Litani.

Risco de guerra civil no Líbano

Há sinais de insatisfação com a influência do Hezbollah, com setores do Libano defendendo o enfraquecimento da estrutura militar do grupo. Eventos recentes, como mensagens de moradores cristãos agradecendo às tropas israelenses, indicam preocupação com a estabilidade interna.

Antissemitismo e Brasil

O porta-voz afirma que o antissemitismo é disfarçado de crítica política ou solidariedade a causas. Em ênfase, critica a responsabilização de Israel como único culpado e aponta crescimento de episódios de intolerância nas redes sociais no Brasil, enfatizando que críticas são legítimas, desde que não neguem direito de existir.

Ligação com o Brasil

Rozenszajn nasceu no Rio, integrou o Fluminense no vôlei e o Flamengo no futebol, e imigrou há mais de 20 anos para Israel. O brasileiro diz que a raiz carioca facilita o diálogo com o país, reforçando que atua como porta-voz com compreensão do debate público brasileiro.

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