Donald Trump voltou a soar como quem negocia com o Irã, mesmo diante de dúvidas sobre a viabilidade de um acordo. A CNN atualizou um balanço: são 38 promessas de paz ocorridas no passado, sem contar a intervenção de ontem, quando o presidente fez um ataque devastador anunciado que foi cancelado por pressões de um entendimento próximo.
O episódio de ontem incluiu a derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz, cujo novo desfecho ele disse que poderia envolver retaliação. Em seguida, o governo recuou e passou a defender que seria necessário esperar alguns dias para avançar com eventuais acordos.
Contexto tático
Uma minuta que circula na análise estratégica indica que o prazo para abrir o Estreito de Ormuz seria de 30 dias, com o descongelamento de fundos iranianos, mas sem tratar de artefatos nucleares e sem mencionar grupos armados apoiados pelo regime.
Analistas ouvidos no jornal israelense enfatizam que nenhum objetivo estratégico de Israel foi alcançado, apesar de ações rápidas que provocaram danos de curto prazo na infraestrutura iraniana. O tom é de cautela sobre possíveis concessões em negociações futuras.
Reações internacionais
No Israel Hayom, o analista Danny Citrinowitz atribui o fracasso de algumas ações a premissas erradas do aparato de segurança. Segundo ele, movimentos militares limitados não teriam provocado mudança de regime, e ajudaram a entrinchar um governo mais extremista.
O Telegraph destaca a dificuldade de Washington em prever fechamentos no Estreito de Ormuz e aponta que a inconstância de Trump pode ter sido usada pelo Irã para aumentar a percepção de vantagem estratégica.
Perguntas em aberto
Especialistas divergem sobre se o acordo que surge seria capaz de assegurar desnuclearização, estabilidade em rotas de petróleo e proteção aos vizinhos árabes. Observadores aguardam se haverá uma oferta de entendimento mínimo ou um acordo que consolide concessões políticas.
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