O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero voltou a figurar em uma investigação judicial. Além de apurações por tráfico de influência, ele é apontado por suposta fraude fiscal e contrabando após a apreensão de joias em seu gabinete durante uma busca.
O materializa o valor total das peças: € 1.323.915, aproximadamente R$ 7,1 milhões. O Tribunal Nacional divulgou o documento que detalha a acusação relacionada à importação sem comprovantes de tributos e taxas aduaneiras.
As novas acusações se somam a investigações anteriores sobre o papel de Zapatero no resgate financeiro de uma pequena companhia aérea em 2021. O juiz José Luis Calama indicou o ex-primeiro-ministro como suposto chefe de uma estrutura para obtenção de subornos, afirma o tribunal. Zapatero nega as acusações.
Joias e relógios de luxo
Durante a operação de 19 de maio, um cofre ligado ao ex-ocupante do cargo foi arrolado pela polícia. Foram apreendidas joias e relógios de alto valor, que, segundo apuração da AFP, seriam herança familiar. O advogado de Zapatero já havia divulgado valor inferior ao estimado.
A Justiça classificou os itens como bens de luxo de alto valor, incluindo colares, pulseiras, brincos, anéis e relógios. A defesa sustenta que os objetos pertencem a familiares. O Ministério Público não divulgou novos números.
A repercussão política atingiu o governo do atual premiê, Pedro Sánchez. A oposição cobra a renúncia de Zapatero e eleições antecipadas, enquanto o governo afirma manter a linha de atuação. Sánchez afirma não ter conhecimento de quaisquer irregularidades em apurações envolvendo aliados.
Com AFP
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