Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, faleceu em fevereiro, durante o início do conflito com Estados Unidos e Israel. O funeral terá início em 4 de julho, em Teerã, e será realizado ao longo de seis dias, até o sepultamento em Mashad, no nordeste do país, em 9 de julho.
A cerimônia, adiada anteriormente por causa do conflito, marca o encerramento de um dos governos mais longos da era islâmica iraniana. Khamenei governou por quase 37 anos e tinha poder de veto em políticas públicas, bem como controle das Forças Armadas.
Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder, herdou a posição de sucessor, mas não apareceu em público desde o fim de fevereiro. Autoridades do regime indicam que ele sofreu ferimentos graves no bombardeio que tirou a vida de seu pai e hoje se recupera.
Contexto político
O falecimento ocorre em meio a sinais de aproximação entre EUA e Irã, com indicativos de possível acordo para encerrar parte das hostilidades no Oriente Médio. O Irã mantém postura de resistência, enquanto negociações são analisadas por analistas internacionais.
O governo iraniano confirmou a programação oficial do velório e do enterro, destacando que o evento reunirá autoridades e representantes de várias esferas do Estado. A cobertura foca nos aspectos cerimoniais e institucionais do processo.
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