O governo do Equador solicitou cooperação internacional para investigar a morte da ativista polonesa Monika Silva Koniuszek, encontrada morta em sua casa em Montañita, Santa Elena, no sudoeste do país. A morte ocorreu entre 8 e 11 de junho, conforme registros oficiais, e a autópsia ainda aguardava resultados naquela época.
Silva era presidente da Fundação Integridad, que atua na promoção da transparência e participação cidadã. Ela denunciava casos de corrupção, conflitos de terras e problemas ambientais na Província de Santa Elena, e havia exigido justiça pela morte de um jornalista comunitário da região.
A hipótese inicial, divulgada pelo ministro do Interior, era de suicídio, com base em evidências encontradas no local. No entanto, a situação levou a demanda por investigação independente, com a União Europeia solicitando apuração rápida e transparente e a Embaixada da Polônia no Peru acompanhando o caso.
O governo polonês, via embaixada, reiterou a proteção a líderes da sociedade civil e a importância de condições seguras para atividade cívica, destacando o papel de Monika Silva na defesa de direitos fundamentais. A missão diplomática enfatizou o compromisso com a verdade.
Especialistas estrangeiros foram convidados pelo Ministério Público do Equador para participarem da apuração, com o objetivo de acrescentar elementos técnicos aos procedimentos. O Ministério do Interior afirmou que contribuir para esclarecer os fatos é parte do compromisso do governo.
Vigília realizada em Manglaralto reuniu dezenas de pessoas na terça-feira, 9 de junho, para pedir justiça pela ativista. Silva também era vista como defensora da Mãe Terra e de grupos vulneráveis, segundo seu perfil público.
Dados locais apontam Montañita como destino turístico relevante na região, com presença de estrangeiros. A atuação de Silva vinculava-se à vigilância cidadã e à defesa de transparência em uma área marcada por interesses imobiliários descritos por veículos locais.
Entre na conversa da comunidade