Sama Safi, uma jovem palestino-americana de 20 anos, está detida pela força de ocupação desde 2 de junho, após uma operação militar que invadiu a residência da família na madrugada. A estudante de psicologia da Universidade Birzeit permanece detida sem acusações formais.
Além de Safi, outras três mulheres detidas no mesmo período permanecem sob custódia. Uma delas integra a seleção feminina de futebol palestina, enquanto outra jogadora já foi liberada nesta semana. As detidas estão em um centro de detenção e interrogatório em Jerusalém, conhecido por histórico de abusos.
Contexto e acusações
Segundo a companhia militar israelense, as detenções teriam ocorrido após atividades que promoveriam ações terroristas, incluindo atividades ligadas a um grupo estudantil chamado Qutub, apontado por Israel como ligado ao PFLP. A advogada de Safi, Lea Tsemel, afirma que a estudante nega envolvimento com o grupo, e que o próprio grupo não seria ilegal. Ela aponta que a alegação pode ter ocorrido sob coerção.
Saúde, assistência consular e pressão internacional
O caso ganhou atenção de parlamentares dos EUA, com pedidos de libertação de Safi. A família relata que a jovem sofre de uma doença autoinflamatória crônica, que requer tratamento regular e acompanhamento médico. Segundo um representante da embaixada dos EUA em Jerusalém, Safi aparenta estar em bom estado de ânimo durante a visita, mas a família afirma que a medicação recebida na prisão é insuficiente para tratar a doença.
Historicamente, milhares de palestinos detidos sem acusações enfrentam condições rigorosas. Grupos de direitos humanos e jornalistas já documentaram abusos em prisões israelenses. O status médico de Safi é motivo de preocupação para a defesa e para a comunidade que a apoia.
Reação e desdobramentos legais
O próximo andamento processual de Safi está marcado para este domingo, conforme informações da defesa. O caso é acompanhado pela família, por apoiadores acadêmicos e por representantes políticos que buscam garantir o acesso a tratamento médico adequado e direitos consulares. A assessoria de imprensa israelense não respondeu a solicitações de comentário.
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