Até 15 de outubro de 2025, um relatório da organização Human Rights Soccer Alliance denuncia que o ICE, Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, tem utilizado eventos de futebol realizados no país para reforçar ações de fiscalização contra imigrantes. Segundo o documento, 17 pessoas ligadas a atividades futebolísticas — jogadores, treinadores e pais de atletas — já foram detidas ou deportadas desde 2025.
A organização aponta que as ações ocorrem em espaços ligados ao futebol, como estádios, escolas, parques e centros comunitários, e afirma que o futebol, tradicionalmente enraizado nas comunidades imigrantes, passa a ser alvo da política imigratória. O relatório cita a necessidade de limites claros às prisões durante eventos esportivos.
O que dizem os números
De 20 de janeiro de 2025, data de posse de Donald Trump, até 15 de outubro de 2025, o ICE prendeu 92.392 pessoas nas cidades-sede da Copa 2026 nos EUA. A competição terá 78 dos 104 jogos realizados no país, o que amplifica a presença de ações de fiscalização em território norte-americano.
Pedidos e posição da FIFA
A organização solicita à FIFA que proíba a aplicação da política anti-imigração do governo Trump em todos os locais da Copa do Mundo e ao redor deles. O relatório sustenta que a proibição é necessária para preservar a integridade e a segurança do evento, sem interferir nos direitos dos indivíduos. O ICE não recebeu diretrizes para evitar detenções durante os jogos, segundo o documento.
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