O STF reagiu à decisão da Justiça italiana que anulou a extradição de Carla Zambelli, ex-deputada, para o Brasil. A Suprema Corte de Cassação italiana alegou parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento, ao combinar papel de relator e de membro do colegiado.
Moraes foi alvo de críticas na Itália, que apontou que ele atuou como vítima de um dos crimes imputados à acusada. A defesa de Zambelli afirma que o juiz participou do caso em distintas fases, o que, segundo a justiça italiana, comprometeria a imparcialidade.
Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, manifestou preocupação com a decisão italiana e defendeu a independência da Justiça brasileira. Em nota, o tribunal ressaltou a regularidade processual e o respeito ao devido processo legal.
Contexto
A extradição de Zambelli foi negada pela Justiça italiana em 22 de maio, mantendo-a livre no país. Ainda corre na Itália um segundo processo de extradição, relacionado a porte ilegal de arma e ameaça, com julgamento previsto para 1º de julho.
O que acontece agora
O governo brasileiro, via Ministério da Justiça, informou que continuará a buscar a repatriação para cumprir as penas impostas pelo STF. Autoridades italianas foram contatadas para esclarecimentos adicionais sobre o caso.
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