Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz com o objetivo central de reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. A informação foi divulgada pelo Paquistão, mediador das negociações, e confirmada pela Casa Branca neste domingo (14/06).
Segundo os relatos, o acordo prevê a abertura do estreito a navios de diferentes países e a retirada imediata do bloqueio naval dos EUA. Ainda não ficou claro o ritmo para a reabertura total nem a posição oficial do Irã sobre o timing, conforme apurou a imprensa.
A mídia iraniana repercutiu a nota do Paquistão, que também mencionou o término imediato de operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano. Ainda não há confirmação formal sobre detalhes operacionais do cessar-fogo.
Perspectivas sobre o acordo e próximos passos
O governo paquistanês informou que uma cerimônia de assinatura para encerrar a guerra no Golfo Pérsico está prevista para sexta-feira, na Suíça. O texto do acordo, porém, não foi divulgado amplamente.
Fontes próximas às negociações sugerem que o rascunho inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, o enceramento do bloqueio a portos iranianos e a extensão de um cessar-fogo, com o Irã ganhando maior margem de barganha pela influência no tráfego marítimo.
Contexto regional
O Estreito de Ormuz é vital para o abastecimento global de petróleo e gás natural. Fechamentos anteriores provocaram impactos na economia mundial. O acordo divide críticas de Israel e de setores do Partido Republicano dos EUA, que questionam seus termos.
O chanceler iraniano e o Ministério das Relações Exteriores apontaram responsabilização aos Estados Unidos por ações agressivas no Líbano e no delta estratégico, em meio a recentes ataques entre Israel e o Hezbollah.
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