O front conservador do Irã intensificou a oposição a um acordo proposto com os EUA, defendendo que o texto não garante alívio de sanções, compensação financeira ou controle do Estreito de Hormuz. Parlamentares e aliados próximos ao regime lançaram ataques públicos, descrevendo a proposta como capitulação.
A equipe de negociação, liderada pelo chefe das negociações e o assessor Mehdi Mohammadi, reagiu com um esclarecimento em áudio. O texto é apresentado como capaz de encerrar o conflito, incluindo ações de Israel no Líbano, sem novas obrigações sobre o programa nuclear, e com futuras discussões sobre o controle do material nuclear de enriquecimento.
Segundo o portavoz, o acordo permitiria discutir a passagem pelo Estreito de Hormuz com tarifas cobradas por Irã e Omã, e permitiria até mesmo restrições a navios israelenses que utilizem a via. Alega ainda ter havido resistência norte-americana para excluir o termo citado, com avanços na segunda fase para suspensão de sanções.
Controvérsia interna e críticas
Críticos alinhados ao Front Paydari acusam o governo de distorções factuais e pedem que autoridades, como o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, sejam responsabilizadas. O grupo envolve membros do comitê de segurança nacional e comentaristas de veículos pró-regime. Protestos foram registrados em frente ao ministério em Teerã, com a frase We will not accept amplamente divulgada.
Apesar das críticas, apoios ao acordo afirmam que a oposição não representa a opinião da maioria dos iranianos, que enfrentam riscos de guerra com potências globais. Alguns representantes do regime apontam que fechar o Estreito de Hormuz já foi uma alavanca estratégica histórica e que ceder esse controle pode ter impactos amplos.
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