Lula embarca neste domingo para Évian-les-Bains, na França, para participar como convidado da Cúpula do G7, encontro de sete grandes economias industriais. A viagem marca a 10ª participação do presidente em edições do fórum ao longo de seus mandatos. Canadá, EUA, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão integram o G7; a UE participa como membro institucional.
A expectativa envolve possíveis encontros com o presidente dos EUA, Donald Trump, em meio a tensões comerciais recentes. O Escritório de Comércio dos EUA divulgou estudo sobre tarifação de 25% a importações brasileiras, annexo a acusações de práticas desleais no comércio. Não houve confirmação de reunião bilateral no momento.
O tema envolve ainda o veto europeu a exportações brasileiras de carne, com entrada em vigor prevista para setembro. A decisão foi oficializada pouco tempo depois do acordo entre Mercosul e UE, e pode influenciar as tratativas do Brasil na cúpula. Não há confirmação de encontro entre Lula e Ursula von der Leyen.
Brasil e Japão
Entre as agendas, está já confirmada uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaiichi, primeira mulher a ocupar o cargo. O contato abre espaço para eventuais negociações sobre um acordo entre Japão e Mercosul. A cúpula ocorre de 15 a 17 de junho, em território francês.
Além do Brasil, o G7 receberá líderes de Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Espera-se que a agenda brasileira inclua pleitos por maior apoio ao desenvolvimento, além de debater governança global, com foco em reformas da OMC e da ONU.
Sessões deliberativas
O Itamaraty informou que Lula participa de três eventos durante o G7. No dia 16, haverá uma sessão de líderes sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, com ênfase na ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento. No dia 17, outra sessão tratará de crescimento econômico equilibrado e da governança global. Também no dia 17 haverá almoço temático sobre Inteligência Artificial.
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