Cerca de 20 mil pessoas desceram às ruas de Genebra, na véspera da cúpula do G7, segundo a polícia. A marcha ocorreu sob forte esquema de segurança e foi convocada pela coalizão No-G7, com foco em pautas anticapitalistas, pró-Palestina, feministas e climáticas.
Confrontos entre manifestantes e forças de segurança foram registrados no fim da tarde. Grupos pretos, com rosto coberto, atiraram objetos e rojões; a polícia respondeu com gás lacrimogêneo. Edifícios e lojas sofreram danos, incluindo escritórios da PwC e a sede da UIT.
600 manifestantes teriam integrado o chamado Black Bloc, conforme estimativa policial. Mesmo com os incidentes, a linha entre manter o protesto pacífico e a violência ficou tênue ao longo do dia, com confrontos a distância mantendo fumaça de gás.
Contexto: cúpula do G7 em Evian
O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a Evian nesta segunda-feira, após encontro com Narendra Modi em Nice. Evian, cidade termal francesa, fica cerca de 40 km a noroeste de Genebra, onde a maioria dos líderes deve chegar antes de seguir para Evian.
A cúpula reúne chefes de Estado e de governo de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão e Estados Unidos, além de convidados como Brasil e Índia. A reunião marca novo momento diplomático após tensões internacionais recentes.
As autoridades suíças autorizaram a marcha em Genebra para evitar repetições de violência vistas em encontros anteriores. A operação de segurança visa manter a ordem enquanto o G7 se reúne na região fronteiriça.
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