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ONGs destacam direitos humanos na Copa: migração e protestos

ONGs denunciam violações de direitos humanos nos países-sede da Copa, com foco na política migratória dos EUA, na liberdade de imprensa e riscos a torcedores e jornalistas

Manifestantes do lado de fora do Estádio Azteca, na Cidade do México, durante o jogo de abertura da Copa do Mundo - 11/06/2026 (Foto: REUTERS/Rolando Ramos)
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Pouco além de futebol, a Copa do Mundo FIFA 2026 (EUA, México e Canadá) acende debates sobre direitos humanos. Organizações de defesa destacam abusos que acompanham o torneio e repercussões nas redes de torcedores, jornalistas e trabalhadores.

Relatórios de direitos humanos apontam riscos para torcedores, atletas, imprensa e comunidades locais. A Anistia Internacional divulgou o documento Humanity Must Win, destacando crise de direitos humanos durante o evento.

A Sports and Rights Alliance enviou carta a Gianni Infantino pedindo respeito às liberdades durante a competição, com o slogan Mantenha o mundo na Copa do Mundo. Em paralelo, uma coalizão nos EUA criou um guia de viagem sobre direitos para quem vai ao país.

Liberdades de expressão e de imprensa em xeque

Nos EUA, grupos de imprensa notificam maior vigilância e fiscalização de imigração associadas ao torneio. No México, ataques a jornalistas são monitorados como tema de preocupação permanente para coberturas do Mundial.

A RSF e o CPJ alertam para riscos de repressão a jornalistas. O ranking de liberdade de imprensa aponta que os EUA ocupam posição crítica, com históricos de violência e abusos durante grandes eventos.

O CPJ recomenda precauções a profissionais que cobrem a Copa, citando assédio, detenções e ameaças. No México, a violência contra repórteres é destacada como problemática sistêmica.

Pessoas em situação de rua no Canadá

O Canadá enfrenta temores de desalojos de pessoas em situação de rua durante a organização da Copa. Em Toronto, foram criadas áreas de exclusão de protestos, gerando críticas de organizações de direitos humanos.

Em Vancouver, reaparecem questões de acesso a serviços básicos para moradores de rua, com preocupações sobre a preservação de pertences e apoio social. A Anistia Internacional reforça a necessidade de proteção a esses grupos.

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