O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que um memorando de entendimento com o Irã seria assinado neste domingo e que, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estaria aberto a navios comerciais. A declaração ocorreu mesmo com autoridades iranianas dizendo que analisam ainda as cláusulas do texto.
Segundo a imprensa iraniana, o memorando ainda é objeto de revisão pela liderança do país. A agência Fars News citou um funcionário próximo às negociações, que não teve identidade divulgada. Até sexta-feira, a Líder Suprema não havia concordado com a mensagem, segundo fonte familiarizada com o tema.
Avanços e cautelas do Irã
Autoridades iranianas sinalizam progresso, mas afirmam que nem todas as cláusulas estão fechadas. Um documento de cerca de 14 pontos é mencionado por fontes próximas às negociações. O Irã não confirmou a assinatura prevista pelo norte-americano.
Quase ao mesmo tempo, o Hezbollah, aliado do Irã, manteve a tensão regional ao reagir a ataques israelenses na região. O grupo é alvo de exigências de desarmamento por parte de Israel para impedir novas hostilidades.
Reação internacional e contexto
O governo de Israel afirma que continua atento aos desdobramentos na região. O Irã já havia feito ataques com mísseis contra Israel em retaliação a ações anteriores. O comércio de petróleo foi impactado no contexto da crise, com volatilidade de preços desde o início do conflito.
Trump indicou que, após o acordo, os EUA poderiam liberar fundos congelados de Teerã apenas se verificar o cumprimento dos termos. O secretário de Estado norte-americano também sinalizou que o acordo não representa liberação imediata de recursos.
Perspectivas e próximos passos
Entre mediadores como Paquistão e Catar, as negociações seguem com pressão internacional para evitar escaladas. O tema nuclear permanece como ponto central, com expectativa de continuidade dos debates enquanto o cessar-fogo é mantido de forma débil na região.
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