O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao The New York Times que o acordo com o Irã pode tornar o Estreito de Ormuz permanentemente livre de tarifas. Ele também elogiou Xi Jinping, Putin e criticou Benjamin Netanyahu. As informações foram divulgadas na tarde de domingo.
Trump disse que o memorando de entendimento suspenderá a cobrança de tarifas no estreito por 60 dias, com a ideia de abrir diálogo regional sobre o futuro da passagem marítima. O relato ocorreu durante uma ligação de 28 minutos iniciada na Casa Branca.
O presidente fez menção a supostos reconhecimentos de concessões iranianas, ainda não publicadas, e afirmou que o Irã não poderia enriquecer urânio para uso militar sob o novo acordo. Ele reforçou que, sem acordo, poderia retomar ataques a Teerã ou impor maior presença militar na região.
Para ele, o acordo evita que Israel seja ameaçado por uma arma nuclear, apesar das críticas de Netanyahu. Trump destacou que o Irã já havia mostrado ambições nucleares antes de o acordo de 2015 ser rompido.
A entrevista também abordou o papel de Xi Jinping e Putin como facilitadores do entendimento com Teerã, segundo Trump. Ele citou apoio desses líderes para defender seus interesses estratégicos na região.
O conteúdo do memorando não foi formalmente publicado pelo momento e inclui pontos ainda em negociação, como suspensões de enriquecimento de urânio por prazos variáveis. Analistas veem o texto como estágio inicial de tratativas mais amplas.
Ao longo da conversa, Trump fez referências ao seu aniversário de 80 anos e a eventos públicos, incluindo uma possível celebração no gramado da Casa Branca. Não há confirmação de data para a assinatura final do acordo.
Entre na conversa da comunidade