Um acordo entre os EUA e o Irã pode abrir caminho para a recuperação da demanda chinesa por petróleo, elevando pressões inflacionárias globais, segundo a Bloomberg Economics, caso o pacto seja mantido e os fluxos energéticos voltem a abastecer a segunda maior economia do mundo.
Segundo os economistas Chang Shu e David Qu, a China atuou como amortecedor dos mercados globais de energia durante o conflito, com a queda acentuada das importações de petróleo ajudando a conter pressões sobre os preços. O cenário depende da implementação do acordo.
O texto analisa como a normalização de fluxos entre Irã e mercado internacional pode impulsionar a demanda chinesa por petróleo, revertendo parte do recuo recente. Isso poderia reacender pressões inflacionárias entre os grandes compradores de energia.
A Bloomberg Economics indica que, com a China recuperando consumo, o impacto mundial dependerá da velocidade de retorno do petróleo ao mercado, da oferta dos produtores e da resposta de políticas monetárias. O relatório destaca incertezas geopolíticas como fator-chave.
Quando houver o restabelecimento completo, a demanda chinesa pode ganhar fôlego, elevando o preço do petróleo e, por consequência, acelerando a inflação global. A análise indica que a magnitude do efeito dependerá do ritmo de recuperação da economia chinesa.
Impacto na inflação global
A instituição ressalva que o efeito sobre a inflação dependerá da sincronização entre oferta, demanda e políticas públicas. A recuperação de China, Irã e outros produtores poderá influenciar preços de energia a nível mundial. A avaliação permanece sujeita a mudanças no cenário geopolítico.
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