Centenas de opositores ao regime iraniano se reuniram nesta segunda-feira nos arredores do estádio SoFi, em Inglewood, Los Angeles, para protestar contra a seleção do Irã. O encontro ocorreu antes da estreia da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo, marcada para as 22h contra a Nova Zelândia. O ato mobilizou membros da diáspora iraniana na cidade.
Os manifestantes exibiram a antiga bandeira do Irã, conhecida como o leão com a espada, símbolo anterior à revolução de 1979. Eles denunciaram o governo responsável pela repressão e pediram maior liberdade para o povo iraniano, ressaltando violências registradas na série de protestos de janeiro.
Alguns participantes comentaram que pretendiam entrar no estádio com a bandeira antiga, para exibí-la durante a partida. A FIFA proíbe manifestações políticas em eventos oficiais, o que cria tensão entre organizadores e autoridades. O Irã chegou a fazer anúncios de que poderia suspender o jogo se houver protestos.
O confronto acontece em meio a um cenário internacional de tensão. A participação do Irã na Copa ficou ameaçada por meses, com o país treinando fora de suas fronteiras, incluindo uma passagem por Tijuana, no México, devido a dificuldades de visto e a conturbada relação com os Estados Unidos.
A organização do evento destacou o reforço de segurança na região, diante da expressiva presença da comunidade iraniana na área de Los Angeles, conhecida entre os moradores locais como Teerãngeles. A expectativa é de que o duelo contra a Nova Zelândia ocorra sob vigilância reforçada.
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