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Comunistas lamentam morte de líder do narcotráfico na Venezuela

PCV denuncia execução sumária de líder do Tren de Aragua na Bolívar, após operação dos Estados Unidos e da Venezuela, acusando violação da soberania e do devido processo

Fachada do prédio do partido comunista da Venezuela em Caracas. (Foto: Miguel Gutierrez/EFE)
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O Partido Comunista da Venezuela (PCV) lamentou nesta segunda-feira (15) a operação dos EUA que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder do Tren de Aragua. A ação ocorreu na sexta-feira (12) no estado de Bolívar, no sul do país, e foi realizada por forças americanas em parceria com autoridades venezuelanas.

O PCV classificou o disparo como execução sumária e pediu respeito ao devido processo legal. A sigla argumenta que a operação violou princípios do direito internacional e a soberania venezuelana.

A morte foi anunciada na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul. O ataque foi descrito como rápido e letal pelo chefe da Casa Branca.

Contexto sobre o Tren de Aragua

O Tren de Aragua é uma facção criminosa de origem venezuelana com atuação em vários países das Américas. Segundo os EUA, o grupo atua com tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, lavagem de dinheiro e homicídios. A organização foi classificada como terrorista estrangeira no ano passado.

Cooperação e postura do governo venezuelano

O governo interino liderado por Delcy Rodríguez confirmou a operação e informou apoio tecnológico especializado e compartilhamento de informações entre Caracas e Washington. O PCV acusou o regime de subordinação aos interesses americanos.

Implicações regionais

Os comunistas afirmaram temer que ações desse tipo ampliem o controle de corporações estrangeiras sobre recursos naturais de Bolívar, região rica em minerais e próxima à fronteira com o Brasil. O partido aponta que o combate ao narcotráfico não pode justificar intervenções militares estrangeiras.

Contexto político recente

A nota ocorre em meio a sinalizações de aproximação entre EUA e Venezuela após a capturada de Nicolás Maduro, anunciada em janeiro. O PCV reforça a necessidade de reduzir a influência externa na soberania venezuelana.

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