Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo um acordo de paz que encerra operações militares entre os dois países e aponta para normalizar a navegação na região do Estreito de Ormuz. O anúncio foi confirmado pela televisão estatal iraniana e por Donald Trump.
Trump afirmou nesta segunda-feira que navios voltaram a circular pelo Estreito de Ormuz, sinalizando a reabertura da passagem estratégica para o tráfego de petróleo e gás. A mensagem foi publicada pelo presidente nas redes sociais oficiais da Casa Branca.
O acordo foi apresentado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador das negociações. Segundo ele, houve a cessação imediata das operações militares em todas as frentes, incluindo conflitos no Líbano, com uma cerimônia formal na Suíça na sexta-feira.
Um cessar-fogo de 60 dias será o período inicial para tratar de um acordo mais amplo. Entre os temas estão garantias sobre o programa nuclear do Irã e possíveis medidas econômicas.
Desdobramentos
A notícia recebeu apoio de governos e organizações internacionais, especialmente da Europa, Oriente Médio e Ásia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou estar otimista com o fim da guerra e com a liberdade de navegação no estreito.
Temas de negociação deverão incluir o alívio de sanções contra Teerã e garantias de não ampliação nuclear. Analistas ressaltam que o acordo preliminar pode abrir espaço para tratativas mais complexas no futuro.
Desafios e perspectivas
Especialistas destacam que questões como o programa nuclear iraniano, a influência de aliados na região e divergências entre as partes permanecem em aberto. O entendimento é visto como passo relevante para a estabilidade regional, porém ainda incerto quanto à sua implementação.
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