Abertura da 52ª cúpula do G7 em Évian-les-Bains tem como pano de fundo um acordo entre EUA e Irã para encerrar a militarização no Oriente Médio. O cessar-fogo de 60 dias, a reabertura do estreito de Hormuz e as conversas sobre o programa nuclear iraniano dominam os bastidores, com assinatura prevista em Genebra na sexta-feira.
O acordo foi fechado após meses de negociação mediada pelo Paquistão e envolve teias diplomáticas de várias nações. A medida também prevê apoio a uma missão defensiva para remoção de minas no estreito e abertura para sanções, conforme avanços verificáveis de Teerã.
Líderes presentes no encontro, entre eles França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália, Canadá e autoridades da União Europeia, divulgaram uma declaração comum nesta segunda-feira. O texto reforça a reabertura imediata de Hormuz e o compromisso com uma paz duradoura na região.
Entre os signatários, o presidente da França, Emmanuel Macron, enfatizou o peso da colaboração internacional para a estabilidade regional. O G7 também reiterou apoio à soberania do Líbano e a um cessar-fogo robusto no país, diante de tensões locais.
Lula da Silva, presidente do Brasil, chegou a Évian nesta segunda, acompanhado da esposa Janja. Antes de desembarcar, ele manteve reunião em Genebra com o presidente da Suíça, Guy Parmelin. A pauta da agenda prevê encontros bilaterais com outros líderes ao longo do dia.
O programa de atividades para hoje reserva sessões restritas aos sete membros plenos do G7, com participação formal de Brasil e demais convidados a partir de terça-feira. Ainda está prevista a participação de Zelenski, na terça, em sessão sobre paz europeia.
Enquanto isso, a Ucrânia recebe apoio internacional em meio a ataques russos recentes que deixaram vítimas e comprometeram infraestruturas, como quedas de energia em Kiev. O episódio reacende a comoção global em torno de segurança e soberania.
Paralelamente, a União Europeia anunciou a inclusão da Ucrânia na Reserva de Cibersegurança, instrumento para resposta a incidentes digitais de grande escala. A medida integra a parceria estratégica entre Bruxelas e Kiev no campo tecnológico.
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