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Israel manterá tropas no Líbano após anúncio de acordo de paz

Israel manterá tropas no sul do Líbano por tempo indeterminado, provocando críticas de governo e oposição sobre segurança e termos do acordo

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O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira que manterá tropas por tempo indeterminado nas áreas ocupadas do sul do Líbano. A decisão acompanha o fim das ações militares mais intensas da campanha contra o Hezbollah, aliado do Irã. O deslocamento de centenas de milhar de pessoas já ocorreu desde o início do conflito.

O Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã, levando Tel Aviv a responder com ofensivas no Líbano e ocupação do território vizinho. Autoridades israelenses enfatizam que a presença militar busca garantir a segurança e impedir novas infiltrações. A declaração ocorre em meio a críticas internas.

O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que manter o controle territorial é uma das principais conquistas da operação. Ele afirmou que moradores devem deixar zonas-designadas e que a infraestrutura do Hezbollah será destruída. O premiê Netanyahu informou Trump sobre as condições.

O Exército do Líbano pediu que deslocados adiem o retorno, citando risco de ataques de Israel. Outros membros do governo israelense criticaram o acordo, defendendo ações mais firmes contra o Hezbollah, mesmo com a negociação em curso.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, afirmou que o acordo com os EUA é ruim e defendeu ampliar a campanha no Líbano. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, disse que o acordo não vincula Israel e não garante sua segurança, defendendo desmantelamento completo do Hezbollah.

A oposição também criticou o entendimento. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett chamou o acordo de perigoso para a segurança. Yair Golan afirmou que grandes ganhos militares foram apagados pelo acordo, sem apoio a Netanyahu.

Detalhes do acordo

A assinatura está prevista para sexta-feira, em Genebra. Fontes próximas às tratativas indicam a reabertura do Estreito de Hormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos. Trump comentou que as restrições à navegação seriam suspensas, segundo relatos.

Uma autoridade iraniana disse que a passagem passaria a ser regulada pelo Irã em coordenação com Omã. A Fars informou ainda que o Irã poderia cobrar taxas por serviços marítimos após a assinatura do memorando. As informações não foram formalmente confirmadas pelo texto final.

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