Os líderes do G7 se reúnem nesta segunda-feira, 15, em Évian-les-Bains, França, em meio a tensões entre Washington e seus aliados europeus. A pauta inclui a aposta de manter a cúpula estável e evitar constrangimentos durante as negociações. A reabertura do Estreito de Ormuz é apontada como potencial ponto de aproximação entre os países.
Lourival Sant’Anna, do CNN Prime Time, afirma que o histórico de Trump nas cúpulas do grupo impõe uma meta modesta aos demais chefes de governo: evitar atritos públicos. Segundo o analista, as reuniões com o presidente costumam ser tensas, com imagens de líderes mantendo distância do norte-americano.
Há exatamente um ano, Trump deixou a cúpula antes do encerramento, citando tensões entre Israel e Irã. Dias depois, ocorreram bombardeios na região e a intervenção dos EUA em alvos ligados ao Irã. A leitura do analista é de que esse precedente eleva o nível de cautela na edição atual.
Diante desse cenário, o objetivo dos presentes é evitar que Trump abandone a reunião ou ataque colegas, direta ou via redes sociais. A prioridade não é um grande acordo ou um comunicado conjunto, segundo Sant’Anna, mas manter o ambiente estável.
Estreito de Ormuz como eixo de convergência
Apesar do ambiente contido, o estreito pode servir de ponto de consenso. O apoio europeu, já que os EUA insistiram em ajuda para enfrentar o Irã, ficou parcialmente reduzido pela recusa de aplicar o Artigo 5º da OTAN. A França, com frota maior, e o Reino Unido sinalizam disponibilidade para colaborar após o fim das hostilidades.
O que se espera é uma aproximação em torno da desminagem e da escolta de navios no Estreito de Ormuz. Atualmente, os EUA contam com quatro navios caça-minas, enquanto França e Reino Unido possuem, respectivamente, 17 e oito embarcações. A cooperação pode emergir como tema central da cúpula.
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