O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançaram um apelo urgente aos líderes globais durante a abertura de cúpula. O objetivo é finalizar o acordo sobre a maneira de lidar com futuras pandemias.
A missiva ocorre em meio à expansão rápida de um surto de Ebola na República Democrática do Congo, já com centenas de casos e dezenas de mortes. O comunicado reafirma a urgência de apoio político de alto nível ao tratado.
A negociação em foco é o anexo de acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios. Trata-se da última peça do quebra-cabeça para colocar o acordo em prática, antes de sua entrada em vigor.
Detalhes da conjuntura
Autoras do texto pedem que o acordo seja aceito com pressa, citando a “próxima pandemia que não espera”. A ideia é reduzir atrasos na resposta mundial a emergências de saúde.
Em maio, países não chegaram a um consenso sobre como compartilhar dados de patógenos e como garantir acesso a vacinas e tratamentos. A impasse envolve o equilíbrio entre ciência e interesses comerciais.
Líderes nacionais terão nova rodada de negociações no próximo mês, com foco na anexação que regula o acesso a informações, insumos e benefícios. O prazo para avanços foi considerado crítico pelos signatários.
Impactos e perspectivas
Autoridades destacam o custo estimado da Covid-19 para a economia global, e defendem que investir em detecção precoce é proporcionalmente menor que os impactos de uma crise. O tom é de responsabilidade coletiva.
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