O British Prime Minister Sir Keir Starmer teve imóveis ligados a ele alvo de ataques com incêndio. A BBC relata que a ação fez parte de uma campanha de sabotagem associada a uma operação russa. O caso envolve Lavrynovych, um trabalhador ucraniano, que recebeu orientação de um interlocutor identificado pelas iniciais EL.
O veículo do ataque inicial foi um Toyota, incendiado em norte de Londres, seguido de outras ações contra a residência e imóveis próximos ao escritório do líder britânico. A investigação aponta que a cadeia de ações visava intimidar o premiê e criar divisão na sociedade britânica.
Lavrynovych foi capturado horas após o início das operações. Carpiuc, Lavrynovych e Pochynok foram julgados no Old Bailey. O trio enfrentou acusações de conspiração para cometer arson, embora a identidade do responsável por EL não tenha sido revelada no tribunal.
Envolvidos e contexto
O ponta-pé da operação foi o chamado EL, descrito como um homem russo próximo às esferas de poder em Moscou. A BBC identificou Lyukshin, de 23 anos, como possível responsável, ligado a redes diplomáticas russas e a uma formação de guerra de informação.
A investigação aponta que EL recrutou Lavrynovych por meio de um grupo de Ukrainianos em Londres. As mensagens mostram propaganda pró-Putin e planos de cooperação para outros ataques, com promessas de cidadania russa e remuneração.
Modo de operação e alcance
Operações ocorreram remotamente via Telegram e outras redes. Contas na Rússia criaram grupos e desinformação para justificar ataques e fomentar tensões entre comunidades. A narrativa incluiu apoio a grupos ultradireitistas e campanhas contra muçulmanos, impulsionando ações de vandalismo.
Reação institucional
Autoridades britânicas, incluindo o ex-Secretário de Defesa Ben Wallace, observaram que as ações sugerem uma escalada deliberada ligada a níveis elevados. A polícia de Contra-terrorismo de Londres ressalta a dificuldade de comprovar a participação de EL ou vínculos diretos com o estado russo, embora haja indícios de condução externa.
Observações finais
A BBC afirma que autoridades no Reino Unido e na Ucrânia chegaram a convicções privadas sobre a responsabilidade russa. Alguns canais usados para propaganda e recrutamento teriam sido desativados após a divulgação de evidências, sem que haja confirmação de autoria estatal.
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