O Tribunal de Apelação vai revisar a sentença de Vickrum Digwa, condenado pela morte de Henry Nowak. A revisão ocorrerá após encaminhamento do solicitor general, Ellie Reeves, sob o regime de penas indevidamente brandas. Nowak, um estudante universitário de 18 anos, foi morto em Southampton em dezembro de 2025.
Digwa, de 23 anos, foi considerado culpado por esfaquear Nowak. O réu alegou ter sido alvo de agressão racial, porém as autoridades descartaram esse relato durante o julgamento. As imagens de câmeras corporais mostraram Nowak algemado enquanto dizia não conseguir respirar.
Na manhã de quarta-feira, o tribunal da coroa de Southampton confirmou a condenação e manteve a sentença de prisão perpétua com fiança mínima de 21 anos, já descontado o tempo em prisão preventiva. O Ministério Público referiu o caso para avaliação da Corte de Apelação.
O regime de revisão permite que qualquer pessoa peça à Procuradoria-Geral do Reino Unido que reavalie sentenças da corte de primeira instância. A decisão final cabe à Corte de Apelação, com base em parâmetros de severidade ou de brandura excessiva.
Logo após a sentença, o líder da oposição destacou a gravidade das imagens de Nowak e comentou que há questões a serem investigadas sobre a influência de acusações de racismo no processo. Keir Starmer também ressaltou a necessidade de apuração.
A Independent Office for Police Conduct abriu apuração sobre a atuação policial no caso. A Home Secretary Shabana Mahmood informou ao Parlamento que aguarda o relatório em até três meses para avaliação adicional.
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