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Brasil não reconhece preso nos EUA como ex-chefe de facções

Autoridades brasileiras não reconhecem Dell Aquilla como ex-líder do PCC e do CV; prisão nos EUA envolve ordem migratória e acusações de crime grave

Felipe Linares De Oliveira Dell Aquilla
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Dell Aquilla, conhecido como Don, foi preso em Mooresville, na Carolina do Norte, no dia 5 de junho, pela imigração norte-americana. A ação ocorreu após uma abordagem de trânsito que culminou em uma perseguição e colisão com veículos parados no trânsito. O suspeito tentou fugir a pé, mas foi capturado pelos agentes.

Segundo levantamento de autoridades dos EUA, Dell Aquilla era alvo de mandado internacional emitido pelo Brasil, por crimes ligados a associação criminosa e extorsão. A prisão ocorreu no mesmo dia em que o governo americano classificou o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras. A designação reforça o foco das autoridades norte-americanas em grupos criminosos transnacionais.

Do lado brasileiro, há divergência entre órgãos de segurança. Representantes da Polícia Federal, do Ministério Público e das polícias civis de São Paulo e Rio de Janeiro indicaram não haver registros de Dell Aquilla como membro ou líder das facções. Em entrevista, fontes disseram que a hipótese de ele ter atuado como líder das facções não procede.

A CNN Brasil apurou que Dell Aquilla responde a pelo menos dois processos criminais no Tribunal de Justiça de São Paulo, de forma suspensa por paradeiro desconhecido, e é citado em uma ação relacionada a tráfico de drogas, estelionato, associação para o tráfico, dano e receptação. No Rio de Janeiro, não há registro de processos ou investigações por associação ao tráfico.

O FBI e o ICE informaram que Dell Aquilla vivia em situação migratória irregular e possuía antecedentes criminais nos EUA. Durante a prisão, também foram apreendidos telefones celulares, laptops, dinheiro e uma pistola 9 mm. A esposa dele afirmou estar sob coerção durante o episódio.

Autoridades destacaram o esforço conjunto entre o Homeland Security Investigation e a execução da ordem de detenção migratória. O caso envolve esforços de cooperação entre diversos órgãos estaduais e federais para apurar a identidade e a ligação do suspeito com as facções, bem como possíveis crimes cometidos no Brasil e no exterior.

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