Dell Aquilla, brasileiro, foi preso por agentes do ICE nos EUA. A detenção ocorreu em 5 de junho, na Carolina do Norte, após perseguição. Segundo o governo americano, ele já teria comandado o PCC e o CV, organizações citadas como terroristas.
A prisão foi anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos apenas em 15 de junho, em meio a informações contraditórias sobre o papel dele nessas facções. Ao todo, Dell Aquilla é alvo de mandados internacionais por associação criminosa e extorsão.
Investigadores da PF que atuam no combate ao crime organizado criticaram a versão de liderança. Eles dizem que não há evidências de que ele tenha ocupado cargos de direção no PCC ou CV, e apontam rivais históricas entre as facções como entrave a grandes mudanças de aliança.
Para especialistas, a ideia de “chefe” de facções modernas é questionável. O sociólogo Gabriel Feltran afirma que as estruturas se reorganizam com posições de responsabilidade, sem necessariamente haver um líder único. Dell Aquilla não aparece como integrante conhecido.
Na prática, as autoridades americanas informaram ainda sobre um mandado de extradição emitido pelo Brasil por associação criminosa e extorsão. Até a manhã de 16 de junho, o nome de Dell Aquilla constava na lista vermelha da Interpol.
Contexto: PCC e CV classificados como terroristas
O Departamento de Estado dos EUA designou PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. A medida permite congelamento de ativos e restrições a transações com entidades ligadas aos grupos.
Segundo autoridades, a designação busca reduzir fluxos financeiros ligados a narcotráfico. O anúncio coincidiu com encontros políticos na região e repercussões em redes de cooperação entre Brasil e EUA.
Especialistas ressaltam que, fora de casos específicos, tal classificação nem sempre resulta em enfraquecimento imediato das facções. Ainda assim, abre caminho para sanções econômicas e maior monitoramento financeiro nos EUA.
O governo americano destacou que as ações visam proteger a segurança nacional e evitar o financiamento de atividades criminosas. O caso de Dell Aquilla continua sob avaliação das autoridades brasileiras e internacionais.
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