O destaque do salão aeronáutico em Berlim foi o drone “wingman”, arma de defesa de última geração para acompanhar caças a jato. A demonstração mostra o foco europeu em sistemas de drones movidos a inteligência artificial para complementar aeronaves tripuladas.
Quatro empresas apresentaram seus projetos: Airbus, Boeing, Helsing e General Atomics. Elas buscam integrar drones CCA (Aeronaves de Combate Colaborativo) à força aérea, com diferentes tamanhos que variam de interceptadores a aeronaves maiores.
A arquitetura em foco envolve o conceito de wingman leal, em que o drone voa ao lado do caça tripulado para transportar sensores, bloqueadores e armas adicionais. A IA atua como o cérebro do sistema, segundo executivos da indústria.
A iniciativa ocorre em um momento em que Alemanha e França arquivaram, neste mês, planos de um caça a jato conjunto. Agora, as duas nações trabalham para resgatar partes do FCAS, enfatizando a presença de drones e uma rede de dados para defesa soberana.
A Reuters destacou que o debate europeu sobre independência estratégica ganha impulso com o avanço dessas tecnologias. As autoridades visam reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, fortalecendo a indústria de defesa local.
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