No G-7, Brasil e União Europeia criam canal bilateral para tratar das barreiras a carne brasileira e à siderurgia. Lula reuniu-se com Ursula von der Leyen e António Costa em Évian-les-Bains na terça-feira, 16, para alinhar respostas técnicas ao veto europeu.
O governo brasileiro informou que foi acordado um mecanismo de diálogo entre assessores do Itamaraty e a Comissão Europeia. O objetivo é identificar dificuldades e buscar soluções para produtos de origem animal e para a siderurgia, mantendo os interesses exportadores do Brasil.
Segundo o Planalto, o canal não é institucionalizado, mas funciona como espaço de debate entre diplomacias. As preocupações da Europa com segurança sanitária e uso de antimicrobianos foram citadas como temas centrais.
Contexto do veto e próximos passos
A UE proibiu, em 12 de maio, a venda de determinados produtos brasileiros, em vigor a partir de 3 de setembro, após votação unânime dos 27 membros. A medida atinge bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas.
O Itamaraty ressaltou que as preocupações europeias são legítimas, mas o Brasil espera manter o diálogo para preservar o comércio. Ao mesmo tempo, o governo reconhece surpresa com a decisão europeia.
Costa comentou que as normas sanitárias devem ser cumpridas e que a Comissão Europeia está em diálogo com o Brasil. O assento do Brasil no G-7, como convidado, não autoriza assinatura das declarações do grupo.
O encontro também ocorreu num momento de tensão com possíveis tarifas impostas pelos EUA, assunto que não foi tratado de forma direta durante o evento. A pauta ficou centrada no canal de cooperação com a UE.
Entre na conversa da comunidade