A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou nesta terça-feira que o desenvolvimento tecnológico e a inteligência artificial devem ser vistos como uma oportunidade para o Sul global, desde que avancem sem violar privacidade, direitos humanos e democracia. A declaração foi feita na abertura da Conferência do Forte, promovida pelo Cebri e pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil.
Schuegraf ressaltou que a IA é uma tecnologia transversal, com impactos na dignidade, na produtividade, no mercado de trabalho e na democracia. Ela chamou a atenção para a necessidade de uma abordagem centrada no ser humano, para evitar fragmentação social diante do avanço tecnológico.
A diplomata destacou que, nos últimos anos, a IA tem ampliado distinções entre países desenvolvedores e usuários, dificultando a distinção entre fato e desinformação. Segundo ela, há vulnerabilidade crescente e, por isso, é crucial que os países deem uso mais inteligente à IA para mitigar riscos.
A embaixadora mencionou que a União Europeia tem adaptado sua abordagem sobre IA, atualizando normas, incentivando inovação e protegendo direitos fundamentais e valores democráticos. O objetivo é promover governança e cooperação responsável em tecnologia.
Parcerias digitais e cooperação regional
Na sexta-feira anterior, Brasil e União Europeia assinaram uma parceria digital com o intuito de impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a transformação digital entre as partes. Schuegraf avaliou o acordo como um passo para cooperação multilateral com governança confiável.
Para a embaixadora, iniciativas desse tipo confirmam que a cooperação com confiança é a melhor resposta para desafios compartilhados, fortalecendo a cooperação multilateral e a governança de IA.
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