O Irã ameaçou retaliar Israel após ataques no sul do Líbano que mataram quatro pessoas. A declaração ocorreu em meio a um acordo entre Teerã e Washington para encerrar o conflito no Oriente Médio, incluindo o Líbano.
O comando central das Forças Armadas iranianas, Khatam al-Anbiya, afirmou que o Exército responderá à agressão do que chamou de “regime sionista”. O texto também acusa Israel de violar o cessar-fogo 84 vezes desde o anúncio do acordo.
O Hezbollah revelou acreditar que o Irã não assinará um acordo nuclear definitivo com os EUA sem a retirada de tropas israelenses do Líbano. O grupo diz que a permanência de forças israelenses seria vista como violação do memorando com Washington.
Hezbollah e o impasse nuclear
As tropas de Israel ainda ocupam parte do sul do Líbano, região controlada após a ofensiva contra o Hezbollah que começou em março. O cenário internacional acompanha a tensão, com o entorno político e militar em alerta.
O acordo entre EUA e Irã diminuiu o ritmo dos combates no Líbano, mas não o encerrou totalmente. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, mantém a posição de manter tropas no território por tempo indeterminado.
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