As negociações sobre o acordo entre os EUA e o Irã foram discutidas de forma franca durante o jantar de líderes do G7 na noite de segunda-feira, 15, segundo pessoas próximas às conversas. O encontro, que durou quase duas horas, também abordou a situação na Ucrânia.
O texto do acordo foi assinado virtualmente por Donald Trump no domingo, 14, mas ainda não foi divulgado publicamente. Ainda assim, autoridades europeias mostraram dúvidas sobre a rapidez com que o Estreito de Ormuz poderá reabrir ao tráfego comercial.
Antes da cúpula, representantes dos EUA disseram esperar contribuição europeia para o esforço de remoção de minas no Estreito de Ormuz, diante do fim das hostilidades. A pauta incluiu também questões técnicas sobre a reabertura da hidrovia.
Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, disse estar pronto para assumir parte do ônus para apoiar o acordo. Trump, porém, minimizou a necessidade de cooperação europeia, defendendo que o acordo permitiria a passagem livre pela rota.
As partes devem se reunir na Suíça na sexta-feira, 19, para iniciar negociações detalhadas. O objetivo é abrir um prazo de 60 dias para tratar de temas como o futuro do urânio enriquecido do Irã e o levantamento de sanções.
Especialistas europeus apontam que uma equipe de negociação norte-americana pode enfrentar dificuldades para fechar um acordo robusto. Um potencial impasse poderia atrasar a implementação do acordo provisório.
Um fator relevante para a continuidade do acordo envolve a situação no Líbano. Netanyahu afirmou que tropas israelenses permanecerão no sul do país pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah, enquanto Teerã exige retirada israelense.
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