Durante a reunião ampliada do G7 em Évian-les-Bains, França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modelo econômico global. O discurso ocorreu nesta terça-feira, 16 de junho, convidado por Emmanuel Macron. O alvo foi a governança econômica internacional e suas consequências para milhões.
Lula relembrou sua primeira participação no então G8, em 2003, na mesma cidade, destacando a longa relação com o grupo. Afirmou que, desde então, as crises se sucedem, mas não há respostas coletivas duradouras para os grandes problemas.
O presidente afirmou que as políticas econômicas liberais aprofundaram desigualdades e crises institucionais. Segundo ele, a desregulamentação de mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal não devem ser fins em si mesmos.
Protecionismo e desigualdade
O chefe de Estado também criticou o ressurgimento de protecionismo e de decisões unilaterais em tensões econômicas globais. Ele disse que essas medidas são respostas falhas para problemas complexos.
Lula ressaltou que a distância entre prosperidade em Évian e a realidade de bilhões no Sul Global não está diminuindo. Atribuiu esse quadro à concentração extrema de riqueza gerada por décadas de políticas pró-bilionários.
O presidente chamou atenção para o afastamento de metas da Agenda 2030 e pediu reorganização da cooperação internacional. Afirmou que a cooperação precisa se alinhar a objetivos de desenvolvimento sustentável.
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