O presidente Lula participou, nesta terça-feira (16 jun), da cúpula do G7 na França, onde criticou protecionismo e unilateralismo, chamando essas atitudes de respostas falaciosas diante de problemas complexos. O discurso foi divulgado pelo Planalto e não houve imprensa presente na sessão ampliada.
Lula destacou a necessidade de novas parcerias e da solidariedade internacional. Em sua fala, o petista afirmou que o debate sobre cooperação transcende interesses nacionais e envolve reconstrução de laços entre nações.
Protecionismo e desigualdade
O discurso também abordou a concentração de riqueza, com menção ao fato de um indivíduo ter alcançado o status de trilionário, enquanto boa parte da população mundial enfrenta vulnerabilidade. O presidente citou a disparidade econômica global como resultado de políticas pró-bilionários.
O G7 é visto como espaço de discussão sobre políticas para um comércio mais equilibrado. A fala de Lula reforçou a defesa de medidas que ampliem o acesso a investimentos e reduzam disparidades, sem apontar ataques diretos a governos específicos.
Relações com os Estados Unidos
O encontro ocorreu em meio a tensões com os EUA, alimentadas por possíveis novas taxações a produtos brasileiros e pela classificação de organizações criminosas como terroristas. Não houve confirmação oficial de reunião bilateral entre Lula e Donald Trump, presente no evento.
O discurso mencionou justificativas norte‑americanas para tarifas e para o enquadramento de grupos criminosos, destacando a importância de respeitar a soberania e de preservar o espaço para políticas nacionais de cada país.
Apoio a países em desenvolvimento
Lula pediu maior participação de nações ricas no apoio a países em desenvolvimento. Apontou quedas em ajuda oficial ao desenvolvimento e em financiamento de programas humanitários, ressaltando que tais recursos impactam diretamente a vida de pessoas com acesso limitado a alimentação, educação e saúde.
O petista defendeu que, embora o setor privado possa colaborar, a responsabilidade principal pela assistência internacional cabe aos Estados. Também enfatizou a necessidade de um sistema financeiro que não force países a escolher entre pagar credores e cuidar de crianças.
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