O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França, nesta terça-feira. O tom foi de defesa da soberania nacional ao tratar do combate ao crime organizado, com recados voltados ao presidente dos EUA, Donald Trump. Lula afirmou que a cooperação deve respeitar a soberania dos Estados.
No discurso, ele destacou que o combate aos crimes transnacionais envolve lavagem de dinheiro e tráfico de armas, ligando esses delitos ao narcotráfico. A proposta é manter diálogo institucional e usar a Interpol para localizar ativos e pessoas ligadas a atividades criminosas.
O petista argumentou que o enfrentamento do narcotráfico não pode ocorrer isoladamente, sem considerar outros ilícitos. Também enfatizou a necessidade de recursos públicos destinados a educação, saúde e infraestrutura.
Críticas ao neoliberalismo
Lula atacou o modelo econômico conhecido como neoliberalismo, disse que ele acentuou desigualdades e crises políticas globais. O unilateralismo, segundo ele, surge como resposta inadequada aos problemas atuais.
Ele afirmou que a desregulamentação de mercados e o Estado mínimo foram apresentados como fins em si mesmos, o que agravou disparidades econômicas. O presidente criticou políticas consideradas pró-bilionários e ressaltou o impacto da desigualdade internacional.
O discurso também abordou o sistema financeiro internacional, com a defesa de evitar escolhas entre pagar credores ou alimentar crianças. Lula afirmou que a diferença entre riqueza mundial e a realidade do Sul Global cresce, citando a concentração de renda.
Mineralias críticas e transição
Sobre minerais críticos, o presidente destacou que os países-detentores devem participar das etapas de maior valor agregado, por meio de industrialização e transferência de tecnologia. Na transição energética e digital, ele alertou contra a concentração de benefícios em poucos agentes.
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