Lula participa do G7 em Évian-les-Bains, França, a partir desta terça-feira (16/06). O presidente brasileiro foi convidado pelo anfitrião Emmanuel Macron, em um encontro que ocorre em formato ampliado para países não membros. A presença de Trump aumenta as expectativas por negociações diretas.
Não houve confirmação de reunião bilateral entre Lula e Trump. Interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu encontro privado na Casa Branca, mas é possível cruzar durante as reuniões ou nos corredores. O tema da taxação de importações brasileiras é uma das pontas da pauta.
Especialistas destacam que o momento do G7 é marcado por crises globais, como conflitos no Irã e na Ucrânia, além das disputas transatlânticas. A UE proibiu a importação de carnes, tripas, peixe e mel do Brasil, com vigência a partir de 3 de setembro.
Agenda e perspectivas
Lula já teve encontro com Macron para tratar de cooperação em defesa e tecnologia, além de discutir expectativas para a cúpula. Uma reunião com Ursula von der Leyen e António Costa está prevista para hoje, a pedido dos europeus.
O Brasil busca ampliar diálogo com a UE e com o Norte Global, defendendo multilateralismo, desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de cadeias de minerais críticos. O encontro também envolve temas sobre governança global e reformas da OMC e da ONU.
OutrosPoints
Lula participa ainda de discussões sobre solidariedade a países em desenvolvimento e de um almoço com foco em Inteligência Artificial, com representantes da indústria tecnológica. O governo brasileiro visa ampliar a presença brasileira no debate sobre IA e regulação do setor.
O contexto do G7 hoje envolve tensões entre EUA e aliados europeus, com ênfase em apoio à Ucrânia e na pressão por maior participação europeia em estratégias regionais. A participação do Brasil é vista como oportunidade de ampliar vínculos com o Sul Global sem esperar avanços rápidos em temas bilaterais.
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