Lula participou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, da foto de família do G7 ampliado, em Évian-les-Bains, França. A sessão ocorreu antes de uma reunião fechada sobre solidariedade internacional, que marca o primeiro compromisso do brasileiro na cúpula.
O presidente brasileiro foi recebido por Emmanuel Macron na cerimônia de boas-vindas. Entre os convidados estavam Narendra Modi, Lee Jae-myung, Abdel Fattah El-Sisi e William Ruto. Lula permaneceu na ponta esquerda da foto, próximo a Macron e Ursula von der Leyen, sem interagir com Donald Trump.
Reunião restrita e agenda
Após a foto, líderes seguiram para a reunião ampliada do G7, destinada a discutir novas parcerias e reconstrução da solidariedade internacional. O encontro é fechado para jornalistas.
Na ocasião, Lula ocupou posição de destaque na mesa de reunião, ao lado de representantes do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento. A gestão de tarifas impostas aos produtos brasileiros foi tema central de especulações, embora o governo brasileiro afirme que não houve intenção de um novo encontro com o presidente norte-americano.
Em pauta também esteve o tema do comércio internacional, incluindo avanços do acordo Mercosul-UE e discussões sobre a importação de produtos de origem animal. A UE decretou a suspensão de alguns itens do Brasil, com efeito a partir de setembro, fato citado por autoridades brasileiras como parte de um processo em curso.
O jantar com líderes e convidados, marcado para as 20h30 locais, deverá concentrar-se em temas comerciais e de cooperação bilateral. Além de Lula, compõem a agenda as visitas de Ursula von der Leyen e António Costa.
Contexto internacional
A cúpula ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA, e a União Europeia ressaltou a necessidade de cumprir normas sanitárias. O governo brasileiro aponta que houve diálogo com a Comissão Europeia para ampliar a pauta de exportação brasileira.
O encontro também envolve discussões sobre acordos regionais, incluindo Mercosul-EFTA, com perspectivas de diversificação de exportações. As discussões ocorrem sob forte esquema de segurança na cidade, com circulação de jornalistas limitada.
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