O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse à CNN que o memorando de entendimento entre Irã e EUA, que prevê o fim do conflito, representa um divisor de águas. Ele afirmou estar totalmente de acordo com o acordo. A declaração ocorreu durante a Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França.
Carney informou ter visto o texto do acordo, mantido em segredo pelo governo de Donald Trump, e prometeu divulgar mais detalhes próximo à cerimônia de assinatura, marcada para sexta-feira, na Suíça. Ele reforçou o apoio canadense à implementação do entendimento.
O premiê indicou que o acordo prevê um cessar-fogo de 60 dias, com condições específicas a serem cumpridas pelas partes. Entre os pontos estão facilitação do tráfego no Estreito de Ormuz, remoção de minas e negociações sobre estoques de urânio enriquecido.
Detalhes do entendimento
Carney destacou que o acordo também abre caminho para uma reintegração gradual das economias da região e aponta caminhos para uma solução no Líbano. Ele afirmou que o texto traça condições e consequências para o desfecho do processo.
Apesar das declarações de Carney, o ex-presidente Trump negou, em rede social, que os EUA tenham pago ao Irã 300 milhões de dólares pelo urânio enriquecido. A postagem não substitui a checagem oficial dos fatos.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que participou das negociações, disse à CBS que o Irã poderia ter acesso a um fundo de reconstrução de até 300 bilhões de dólares se cumprir os termos do acordo. O fundo seria financiado por países árabes do Golfo.
A imprensa acompanha ainda a participação de Vance na assinatura programada na Suíça, prevista para esta semana, como parte da formalização do memorando entre as partes. As informações oficiais devem ser apresentadas pela administração.
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