Oito meses após serem detidos no Irã, Lindsay e Craig Foreman, britânicos, foram condenados a 10 anos de prisão sob acusações de espionagem. A dupla viajava de moto ao redor do mundo quando atravessou o país em janeiro de 2025.
Especialistas de direitos humanos da ONU afirmam que o processo contra os Foreman apresentou graves irregularidades. Dr. Alice Edwards, técnica da ONU sobre tortura, e Mai Sato, responsável pela situação dos direitos humanos no Irã, pedem a anulação das condenações.
Eles também destacaram que a detenção pode ter motivações políticas e exigiram que as autoridades iranianas corrijam as falhas do julgamento. O pedido inclui manter os condenados vivos e em condição estável.
Situação médica e diplomática
Os Foreman estão em greve de fome na prisão de Evin, em Teerã, após o corte das comunicações com a família no mês passado. Médicos consideram a situação um risco de saúde após 30 dias sem alimentação.
Ambos negam as acusações de espionagem e aguardam desfecho dos apelos. As autoridades britânicas foram solicitadas a empregar todos os meios diplomáticos para obter a libertação, já que o último contato consular ocorreu em dezembro.
O familiar que tem acompanhado a causa afirmou que acordos e sanções não devem deixar pessoas para trás. Segundo ele, cidadãos britânicos inocentes não podem permanecer detidos sem solução clara.
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