A reunião do G7, realizada na França, é influenciada pela decisão dos EUA de impor tarifas ao Brasil. O governo brasileiro classifica as novas tarifas de 25% como política, mais que econômica, e busca destravar negociações com Washington.
Diplomatas apontam que uma conversa direta entre Lula e Trump pode acelerar um acordo. A possibilidade de encontro ainda não foi confirmada, e o clima entre as lideranças tem sinais de tensão, já que não houve interação entre eles na foto oficial do evento.
O governo brasileiro já tenta há meses retirar as tarifas, iniciadas no governo Trump. Em 2025 houve avanço com a eliminação de uma tarifa de 40% sobre diversos itens, após negociações anteriores entre os dois países.
As novas medidas, anunciadas neste mês, mantêm a leitura de que o gesto é político e não técnico. Integrantes do governo dizem que a decisão desconsiderou argumentos apresentados por representantes comerciais brasileiros.
Historicamente, a estratégia de usar tarifas como pressão em negociações é prática de Trump, que busca vantagens para a indústria e o emprego nos EUA. Esse padrão se repete em disputas com outros parceiros globais.
Do lado americano, houve uma lista de exceções que reduz o impacto direto no Brasil. Analistas apontam que, mesmo com isenções, a medida pode afetar setores específicos da pauta brasileira exportadora.
Na avaliação de especialistas, o efeito econômico direto sobre o Brasil tende a ser limitado, dado o conjunto de exceções ainda amplo. O Brasil mantém planos de continuar negociando pela retirada das tarifas.
O governo brasileiro ainda não traçou conclusão sobre o desfecho, pois a investigação formal depende de etapas legais nos EUA. Lula já sinalizou o envio de nova comunicação a Trump para retomar o diálogo.
Além do G7, o Brasil busca fortalecer relações com outras potências e com a União Europeia. A esperança é manter o Brasil como ator relevante em negociações comerciais globais, sem abrir mão de direitos comerciais.
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