O Grupo dos Sete (G7) definiu uma meta para reduzir a dependência de terras raras da China. Até 2030, nenhum país isoladamente deverá fornecer mais de 60% das importações desses minerais e ímãs permanentes. A ideia é diversificar fornecedores e fortalecer cadeias de suprimento.
A decisão foi anunciada pelos líderes do G7 durante a cúpula em Evian, na França. O compromisso também prevê reduzir a participação da China para 50% o quanto antes, após 2030, com metas adicionais para outros minerais críticos até o fim deste ano.
Para além das terras raras, o grupo quer estabelecer metas específicas para outros minerais críticos e explorar cotas em setores industriais, incluindo defesa. Também foi anunciada a criação de uma plataforma para ampliar oferta por meio de reciclagem e novos projetos de mineração.
Contexto e contexto internacional
A China manteve controle significativo sobre o refino de minerais críticos, com participação estimada em torno de 70% para muitos deles, conforme relatório da AIE de 2025. Em certos materiais, o domínio chega a 85% no caso do cobalto processado e a 99% para o galio primário.
O anúncio ocorre em meio a tensões globais com a China e à necessidade de evitar vulnerabilidades em cadeias de suprimentos. Países membros do G7 e parceiros têm discutido caminhos para reduzir dependência sem interromper a produção industrial.
Brasil e outros mercados
Especialistas ressaltam que, mesmo com cooperação, ampliar produção global exige alto capital, tecnologia e tempo. A transição também envolve considerações ambientais, custos de mineração e impactos regulatórios que podem atrasar o alcance das metas.
Observa-se, ainda, que o Japão, historicamente dependente de terras raras chinesas, já tem histórico de diversificação, mas ainda importa grande parte de seus materiais críticos. A diversificação é vista como facilitadora de maior resiliência em cadeias produtivas.
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