A repercussão internacional da condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF ganhou destaque nesta terça-feira. O ex-deputado federal foi sentenciado pela Primeira Turma a quatro anos de prisão em regime semiaberto e à inelegibilidade por oito anos, por crime de coação no curso do processo.
A agência EFE destacou que a condenação tem relação com supostos esforços para impor sanções contra o Brasil junto ao governo dos Estados Unidos, no episódio envolvendo o julgamento do pai, Jair Bolsonaro, em que o ex-presidente foi acusado de tentativa de golpe de Estado. A agência também mencionou vínculos entre juízes da Primeira Turma e o governo Lula.
Segundo o Le Monde, o meio francês relacionou a condenação a laços entre a família Bolsonaro e o governo norte-americano, citando um tariffão aplicado por Donald Trump a produtos brasileiros no contexto do processo contra Jair Bolsonaro. A reportagem aponta que tais sobretaxas enfrentaram suspensão parcial.
O jornal francês também mencionou tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos, associando-as a encontros entre autoridades brasileiras e o presidente americano na Casa Branca, ocorridos próximo às eleições. A notícia aponta que o cenário diplomático passou por momentos de acentuada fragilidade.
A BBC frisou que Eduardo teria declarado estar no exílio nos EUA por temor de prisão caso retornasse ao Brasil, e relata que ele busca apoio do governo americano para o pai. A cobertura também cita a comparação de Jair Bolsonaro com acusações de perseguição judicial.
A Associated Press reforçou a ligação entre Trump e a família Bolsonaro na cobertura da condenação. A agência descreve a imposição de tarifas de 50% na época e comenta mudanças na relação entre os governos brasileiro e norte-americano, em meio a debates sobre práticas comerciais do Brasil.
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