Emmanuel Macron comemorou a unidade do G7, incluindo os EUA, em torno da integridade territorial da Ucrânia. O presidente francês destacou uma re-sincronização das posições após uma mudança profunda na abordagem de Washington.
Macron enfatizou que houve um acordo entre os líderes sobre avanços e sobre a indisponibilidade da Rússia para discutir a paz, segundo ele. O tom foi de remobilização do bloco em favor de manter pressão sobre Moscou.
Apesar das diferenças no passado, Macron apontou uma “compromissão compartilhada” para avançar na prioridade ucraniana, destacando o amadurecimento da estratégia do grupo frente ao conflito.
Durante a cúpula realizada em Évian-les-Bains, Trump reuniu-se com Volodymyr Zelenskyy na margem do encontro. Segundo relatos, o líder ucraniano atualizou o visitante sobre o progresso militar no terreno.
Zelenskyy também informou que Putin não respondeu a um convite para a reunião durante o G7, segundo o fechamento do evento, sem afirmar uma resposta de Moscou. O comunicado conjunto reiterou sanções à Rússia.
Novos apoios e licenciamento
O G7 sinalizou a construção de mísseis de longo alcance e de sistemas de defesa aérea licenciados para produção na Ucrânia. A medida visa reforçar defesas e apoiar fábricas europeias e ucranianas.
Friedrich Merz, chanceler alemão, ressaltou a necessidade de ampliar produção e licenças, para compensar o baixo volume atual. Ele destacou capacidades disponíveis na Europa e na Ucrânia.
Trump informou que vai avaliar a produção de mísseis sob licença, mas alertou para entraves envolvendo segredo comercial e patentes. O tema deve seguir em discussão entre aliados.
A comunicação de imprensa conjunta manteve o foco na intensificação de sanções contra a Rússia, inclusive no setor energético, conforme o alinhamento entre os países do G7.
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