Abdiqadir Salah, de sete anos, foi atingido por estilhaços em um bombardeio dos EUA em Jamaame, Somália. Doze pessoas morreram, entre elas oito crianças, em ataque que também deixou feridos. A família busca tratamento para o menor.
A sua mãe, Marian Haji Abdi Guled, relata que três dos filhos ficaram feridos. O filho mais novo permanece com estilhaços na região da coxa, perto do quadril, segundo laudos vistos pela reportagem.
Guled percorreu 60 km até Jilib e, depois, seguiu para Mogadíscio em busca de atendimento. O hospital local não pôde ajudar, e a família precisou viajar novamente, gastando recursos já escassos.
O que aconteceu e quem está envolvido
O ataque de novembro de 2025 atingiu Jamaame durante operações conjuntas com forças locais. Testemunhas descrevem que as bombas caíram de drones, enquanto oficiais dos EUA não confirmaram o papel das tropas somalis nem o impacto civil.
Quando, onde e por quê
O episódio ocorreu em Jamaame, região de Lower Juba, no sul da Somália. A razão oficial para o ataque não foi detalhada pela parte americana. A defesa dos EUA sustenta que a operação visava o grupo Al-Shabaab e outras ameaças.
Situação de Abdiqadir e custos
Para remover os estilhaços, a família precisa de cerca de £750, valor que não tem condição de pagar. O custo de moradia em Mogadíscio agrava a dificuldade de salvar o dinheiro para a cirurgia.
Contexto e consequências
A família afirma não ter recebido apoio de compensação por civis feridos. A ofensiva é marcada como uma das mais letais contra civis na história recente da Somália durante gestões distintas dos EUA. A reportagem indica dúvidas sobre a origem das mortes e o uso de inteligência na seleção de alvos.
A mãe reforça a urgência: se o material não for removido, a criança pode perder a capacidade de caminhar. O hospital Kaafi, no centro de Mogadíscio, destacou a necessidade de intervenção imediata.
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